(2012, ano novo vida nova, clichês velhos, promessas mesmas. Vou mudar um pouco esse blog pq eu quero e vai ficar mais cotidiano, um pouco mais pessoal, os parenteses são para justificar o conteúdo tão… cotidiano)
A gente quer sempre mais, mas blá, qual a novidade?
Ontem vendo um filme americano estrelado pela Christina Aguilera me fez pensar como os americanos nunca estão contentes com o que já tem. Lembrei-me de uma aula do Ary Rehefeld que contava que quando ele era criança chegou o ‘hamburguer’ no Brasil e como a maior diversão era comer aquela carne e pão. Sim, sem queijo.
Queijo, alface, maionese e o escambau-a-quatro vinha depois. Sim sim, eu sei ‘é mais um daqueles ‘aproveite o pequeno, o simples’. Mas com esse rolo do BBB, de estupronãoestuproatriz e etc, veio a calhar. Se ano passado a grande coisa é que uma participante fez (ou não?) sexo oral, esse estupro (e ai vem os moralistas de plantão ‘Onde esse mundo vai parar?’) é só mais uma coisa na grande linha ‘não estamos contentes com o que temos’.
São as pessoas que dizem que a Monalisa é só um quadro, que Coltrane é só um jazzista, que a 5a sinfonia é só uma musica.
Não, eles não cantam, dançam. Eles só fazem o que eles sempre fizeram o tempo todo.
Chame-me de bobo, mas a diversão está no contexto e em pequenas pinceladas, sons dissonantes. As coisas não são sempre iguais, elas podem se parecer, mas se elas são bem feitas sempre vão ter camadas de entendimento que não estamos ainda prontos para perceber.
(ao mesmo tempo que Heindegger já coloca que a ‘ansia pelo novo’ é um dos aspectos do dasein na Queda para a impropriedade, mas se eu coloco isso aqui as pessoas vão entender como sendo uma coisa ruim uma vez que nunca é bom cair ou ser impróprio, mas já digo de antemão, todo e qualquer julgamento que algo é melhor que outro foge da minha proposta de vida)